Virtualização e SDN ajudam as operadoras móveis a criar serviços personalizados

Publicado em SDN, Serviços e Consultoria, por Juniper em 22/01/2017


Internet, serviços digitais personalizados e dispositivos móveis são, hoje, praticamente sinônimos. Em mercados desenvolvidos, a taxa de penetração de smartphones supera 80% e mais da metade dos usuários usa redes 4G. Esta transição dos provedores de serviço para um modelo de negócios baseado em dados foi realizada com uma oferta genérica de acesso, com base em cobertura, taxas de transferência de dados e preços. Agora, conforme o mercado de smartphones se satura, as operadoras precisam criar, lançar e modificar serviços personalizados.


A pedido da Juniper Networks, o analista sênior da Heavy Reading, Gabriel Brown, examinou as arquiteturas que possibilitam a introdução de serviços específicos para cada assinante em um "complexo de serviços" virtualizado, usando tecnologias SDN. O foco do artigo são serviços nas camadas 3-7, baseados em nuvem, e disponibilizados a partir da interface SGi, que conecta o EPC – Evolved Packet Core as redes de pacotes do mundo externo (internet, redes corporativas, serviços de rede).


No modelo atual, prover serviços SGi-LAN é uma tarefa complexa e sobretudo manual, baseada em hardware especializado e que precisa ser implantada de ponta a ponta. Isso cria problemas de duplicação, provisionamento excessivo, custo e tempo para levar os serviços ao mercado. Também dificulta testes de novos serviços ou mudanças em serviços já oferecidos. O resultado é um portfólio estático de serviços de rede, pouco adaptável a mudanças no mercado de serviços digitais.


Para superar essas limitações, diz Brown, as operadoras podem usar redes definidas por software e virtualização de funções de rede para criar serviços SGi-LAN de próxima geração, que suporte o lançamento de novos serviços ou modificação dos existentes mais rapidamente.


A tabela a seguir resume alguns casos de uso em que estratégias de SDN/Service Chaining são utilizadas para a oferta de serviços específicos por usuário:

 

Serviços em uma rede centrada no usuário
Direcionamento (steering) de tráfego móvel
  • Caso de uso de controle de tráfego, comercialmente disponível em todo o mundo
  • Roteia o fluxo de tráfego dos usuários visando a sua otimização e segurança
  • Aplica políticas no data plane (por exemplo, limitação de velocidade de dados de acordo com a política)
Convergência fixo/móvel
  • Serviço “Siga me” para redes Wi-Fi residencial e 4G móvel
  • Compartilha funções em vários tipos de acesso, gerando eficiência
  • Aplicação consistente das políticas (por exemplo, controle parental funciona dentro e fora de casa)
Separação do tráfego de MVNOs
  • Dá às MVNOs uma fatia independente para implantação de um ambiente de serviços SGi-LAN próprio
  • Serviços configuráveis pela MVNO por meio de um portal administrativo
  • Agiliza a inclusão de novos clientes MVNO
Empresa móvel
  • Oferece serviços discretos de rede para diferentes clientes corporativos
  • Cliente controla a configuração de serviços (por exemplo, configuração de firewalls) por meio do portal do usuário
  • Pode transformar o acesso móvel em uma extensão de um serviço de VPN na nuvem, com acessos fixos.

 

A implantação deste complexo de serviços na rede permite a entrega mais rápida de serviços aos usuários finais, assim como a modificação dos serviços existentes. Em um primeiro momento, funções SGi-LAN no core da rede móvel são boas candidatas à virtualização, que com o uso de SDN e políticas de service chaining adequadas, permitem implantar uma arquitetura eficaz, flexível e centrada no usuário.


Uma estratégia eficaz para a oferta inicial destes serviços se baseia na utilização de um Gateway de Serviços tradicional, baseado em roteadores e orquestrado pelo controlador SDN e que atua como porta de entrada para o complexo de serviços virtualizado. Com isto, as operadoras seguem utilizando plataformas bem conhecidas e familiares, ao mesmo tempo em que ganham agilidade para oferta de serviços inovadores.


Além disso, como o acesso é desacoplado, os mesmos serviços podem ser empregados para vários métodos de acesso. Isso se torna ainda mais relevante a medida que aumenta da penetração de serviços personalizados e as operadoras seguem buscando uma oferta convergente e única de serviços. Este modelo evita investimentos duplicados em diversas funções da rede e permite que as operadoras distribuam os custos por uma base maior de usuários. Por fim, esta arquitetura pode ser implantada hoje.


Para ler a íntegra do artigo (em inglês) acesse aqui.


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Tags: Virtualização, SDN, Redes Móveis, 4G, 5G, Core, Serviços, Arquitetura de Rede


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