SDN, NFV e NV são os novos caminhos para projetar, construir e operar redes

Publicado em Artigos, SDN, por Juniper em 26/06/2016


O artigo da SDxCentral destaca que os avanços tecnológicos permitiram separar o software do hardware. Entre outros benefícios, a SDN e a NFV representam mais inovação, mais oferta de novos serviços e redução de CapEx e OpEx, além de permitir novas aplicações e infraestrutura com mais agilidade e flexibilidade para atender sem demora às demandas sempre renovadas dos clientes. Leia, a seguir, uma adaptação dos principais trechos do artigo (para ler a íntegra em inglês, Why SDN or NFV now?, clique aqui).

Por que SDN ou NFV agora?

A rede definida por software (SDN), a virtualização das funções de rede (NFV) e a virtualização da rede (NV) oferecem novas maneiras de projetar, construir e operar redes. Nas últimas duas décadas, vimos toneladas de inovações nos dispositivos que usamos para acessar a rede, nas aplicações e nos serviços dos quais dependemos para tocar nossa vida, e nas soluções de computação e de armazenagem em que confiamos para manter todos esses dados ao nosso alcance. Mas a rede que conecta tudo isso permaneceu a mesma, enquanto explodia a demanda em número de pessoas e de dispositivos, empurrando a rede aos seus limites.

Além de SDN, NFV e NV, há também a white box networking – literalmente, uma rede em “caixa branca”, por oposição à “caixa preta” de tecnologias proprietárias. Consiste no uso de comutadores e roteadores “genéricos”, utilizados no plano do encaminhamento de uma rede SDN (por isso a tecnologia é também conhecida como bare metal switching ou “comutação direto no metal”, seria, por exemplo, a instalação de uma máquina virtual diretamente no hardware, em vez de instalar no sistema operacional). Em outras palavras, white box networking pode ser considerado um padrão “vazio” que proporciona aos usuários os elementos fundamentais do hardware de uma rede e, embora esses elementos sejam “burros”, funcionam perfeitamente em ambientes SDN, que proveem a “inteligência”.

Todas essas são abordagens complementares, pois cada uma delas oferece uma nova maneira de projetar, implementar e gerenciar a rede e os seus serviços:
 

  • SDN: separa os planos de controle (cérebro) e encaminhamento (músculo) da rede, e proporciona uma visão centralizada da rede distribuída para orquestração e automação mais eficientes dos serviços.
  • NFV: concentra-se na otimização dos próprios serviços da rede. A NFV separa as funções da rede (como DNS, caching etc.) de dispositivos de hardware proprietário, de maneira que essas funções possam rodar em software para acelerar a inovação de serviços e o provisionamento, particularmente em ambientes de provedores de serviços.
  • NV: garante que a rede pode se integrar com arquiteturas virtualizadas, dar suporte a elas e atender suas demandas, sobretudo as arquiteturas com requisitos de múltiplos usuários.
  • White box: utiliza dispositivos de rede, como roteadores e comutadores, baseados em chipsets “genéricos”, vendidos livremente no mercado, ao contrário dos chips proprietários projetados exclusivamente para um único fabricante de redes.


Os limites do hardware personalizado

Historicamente, as melhores redes – as mais confiáveis, as que têm a mais alta disponibilidade e oferecem o desempenho mais rápido etc. – são as construídas com silícios customizados (ASICs) e hardware de finalidade específica. Quanto “maior” a “caixa”, mais os fabricantes podem controlar o usuário, o que só os incentivou a desenvolver sistemas cada vez maiores, mais complexos e monolíticos.

Como é muito caro fazer chips e hardware personalizados, os fabricantes procuram se assegurar de que obterão o máximo de cada modernização ou iteração (em programação, iteração é a repetição de uma ou mais ações). Isso significa que adicionar funções específicas é literalmente impossível. Clientes que querem funcionalidades novas ou diferentes para atender suas demandas acabam “amarrados” ao cronograma do fabricante. É um desafio tão grande tentar fazer quaisquer mudanças nesses sistemas, mesmo naqueles que são “abertos”, que a maioria das empresas tem uma equipe própria de especialistas (muitos deles treinados e certificados pelos próprios fabricantes das redes) para manter a rede em operação.

A predominância do hardware de fato sufocou a inovação na rede. É tempo de pensar “fora da caixa”. É tempo de liberar o software e mudar tudo.

Porque SDN e NFV: mudanças na rede hoje

Graças ao hardware de prateleira (PCs e servidores sem marca conhecida) ou à tecnologia de white box networking, ferramentas de desenvolvimento e padrões, finalmente acontece o grande salto tecnológico dos sistemas de rede para o software. É essa virada que está por trás de todas as tecnologias SDN, NFV e NV – o software pode, finalmente, ser separado do hardware, e não ser mais limitado pela “caixa” que o entrega. É por isso que a SDN e a NFV se tornaram a chave para a construção de redes que podem:
 

  • Permitir inovação: habilitam as organizações a criar novos tipos de aplicações, serviços e modelos de negócios.
  • Oferecer novos serviços: geram nova receita pela criação de serviços.
  • Reduzir o CapEx: permitem rodar as funções de rede em hardware de prateleira.
  • Reduzir o OpEX: dão suporte à automação e ao controle algorítmico através de maior programabilidade dos elementos de rede, de modo a simplificar projeto, implementação, gestão e escalabilidade das redes.
  • Ser mais ágeis e flexíveis: ajudam as empresas a implementar rapidamente novas aplicações, serviços e infraestrutura para atender sem demora às demandas dos clientes, que estão sempre mudando.

 


Tags: SDN, NFV, NV, Inovação, CaPex, OpEx, Dados, Virtualização, Redes


Tags: sdn, nfv, nv, inovacao, capex, opex, dados, virtualizacao, redes


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