SDN e NFV vão transformar a indústria de tecnologia

Publicado em Cloud, Virtualização, Data Center, por Juniper em 28/03/2016


A necessidade de reduzir custos, ganhar agilidade e flexibilidade, num mercado cada vez mais competitivo, está tornando a virtualização das funções de rede um imperativo para os provedores de serviço. Essa mudança reflete na indústria de tecnologia, que se move para o software, e desenvolve um novo modelo de negócios. “Em dois anos, cada dólar vendido de software vai gerar outros seis dólares de venda de serviços", afirma Purvin Vakharwala, consultor para a área de data centers e cloud do Centro de Excelência da Juniper Networks.

Purvin é categórico com conhecimento de causa. Afinal, suas especialidades abrangem SDN, NFV, Switching, Routing, Security, Automation, Orchestration, Enterprise, Service Provider & Data Center Solutions. Com essa bagagem, ele esteve no Brasil, na primeira semana de março, em busca de parcerias estratégicas que, com a Juniper, possam oferecer aos prestadores de serviços – de telecomunicações, financeiros, data centers e outros serviços em redes – uma arquitetura para levar suas redes para a nuvem.

O caminho para isso, aponta, passa pelo Contrail, a controladora que integra uma das soluções de Software Defined Network (SDN – rede definida por software) da Juniper Networks e que foi adotada pela AT&T em seu projeto Domain 2.0, no qual a empresa simplificou e tornou mais escaláveis suas redes de longa distância (WAN). Neste pingue-pongue, Purvin explica por que, em dois anos, soluções como esta vão se tornar as principais geradoras de receita para empresas de rede e qual o perfil dos parceiros estratégicos procurados pela Juniper.

Blog – Por que as empresas estão adotando soluções SDN/NFV?
Purvin Vakharwala –
O que dá impulso à arquitetura SDN/NFV são as possibilidades de reduzir custos e de oferecer serviços com agilidade. As empresas precisam criar novos serviços agora, não mais tarde. Precisam estabelecer tendências e gerar receitas antes de seus competidores e antes que as novidades se tornem commodities. Isso, do ponto de vista do cliente. De nosso ponto de vista, com a desagregação das funcionalidades de hardware e de software, uma estratégia já adotada pela Juniper com o sistema operacional aberto Junos, o hardware já está se tornando uma commodity. Não estamos dizendo que não vamos mais vender hardware, porque é nossa principal fonte de receitas e também porque sempre vamos precisar de firewalls, routers, switches que realizem muito bem funções determinadas para qual foram desenvolvidos. Ao mesmo tempo, por conta da redução de custos e da necessidade de agilidade e flexibilidade, toda a indústria está se movendo para o software, para a virtualização das funções da rede. E este é um grande modelo de negócios. Em dois anos, cada dólar vendido de software nessa arquitetura vai gerar outros seis dólares de venda de serviços. Mas isso implica mudanças porque não vai mais se tratar de vender caixas ao cliente, configurar sua rede e ir embora. A verdade é que vamos nos tornar, com nossos parceiros, provedores de infraestrutura como serviço, de desenvolvimento de serviços como serviço, de gerenciamento como serviço.

Blog – Qual é o perfil dos parceiros que a Juniper deseja para este novo modelo de negócio?
Purvin –
A Juniper ainda não é uma companhia de software. Estamos indo nessa direção e queremos parceiros que nos ajudem a construir isso. Temos parceiros que conhecem bem nosso underlay, a camada de hardware da rede, e são capazes de configurar, automatizar e fazer a integração necessária melhor que ninguém. Mas o próximo passo será o cliente dizer "ótimo, mas agora preciso de um novo conjunto de habilidades para gerenciar isso. Você pode fazer isso para mim"? Por isso buscamos parceiros com um perfil de DevOps – com habilidade de desenvolvimento de software e também de operações. Empresas capazes de auxiliar os clientes a desenvolver novos serviços. Para isso é necessário saber fazer automação e saber programação. Não queremos que desenvolvam um sistema inteiro, mas que usem as APIs e os SDKs, os hooks que a Juniper oferece, e os incorporem em soluções. Que não façam apenas a venda de caixas porque isso não gera valor. Meu 1 Giga não é melhor que o 1 Giga do concorrente. Mas qual é o custo de gerenciar, manter, dar suporte a esse 1 Giga? Este é o nosso diferencial. Temos, por exemplo, plataformas de gerenciamento que dão visibilidade sobre o que está acontecendo em cada porta da rede, permitem a configuração dessa porta, permitem a provisão de capacidade e serviços. E precisamos de parceiros que saibam prover essa flexibilidade e agilidade. Então estou aqui para encontrar os parceiros que queiram investir em DevOps e fazer disso seu modelo de serviços e de negócio.

Blog – O que é necessário para se tornar esse tipo de parceiro?
Purvin –
Quando você olha para DevOps, estamos procurando parceiros que já fazem isso ou têm habilidades de programação, scripting, customização, automação. Muitos fazem isso hoje, porque ninguém compra uma caixa da Juniper sem necessitar desses serviços. Todos os clientes têm suas necessidades específicas. Mesmo na mesma organização acontece de comprarem dois produtos para duas equipes diferentes e elas precisarem de configurações distintas. Então, já fazemos desenvolvimento para os clientes. Mas a habilidade de operação é importante. Precisamos de alguém que saiba e entenda operações porque quando você olha para uma solução com o Contrail e para toda a SDN, não é somente um componente, são todas as peças trabalhando juntas para fazer algo funcionar. Se qualquer um dos links cair, nada funciona. É como uma aplicação que tem um web front, uma base de dados, um backend. Se qualquer uma dessas peças se quebrar você perde acesso à aplicação, mesmo que os demais componentes estejam funcionando. Queremos parceiros que entendam o valor de colocar todos os hooks juntos para fazer isso funcionar. O que os clientes querem, na realidade, não são terabytes e gigabytes. Querem prover o melhor serviço aos seus próprios clientes. Isso é o que importa. Pense na Amazon. Alguém diz "não vou comprar da Amazon porque não sei que servidores e armazenamento eles usam"? Não. A Amazon provê serviço de rede e seus usuários recorrem a eles porque oferecem um bom custo/benefício e entregam o que o cliente quer.

 

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Tags: Contrail, SDN, NFV, DevOps, Software, Hardware, Desagregação, Junos, Serviços


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