Saiba quais são os cinco quesitos para preparar as redes móveis para a 5G

Publicado em Cloud, Automação, por Juniper em 22/01/2017


A indústria já tem uma visão sobre o que será a quinta geração do serviço móvel celular, o 5G. O lançamento da nova tecnologia está previsto para 2019, mas já em 2017 devem começar testes de aplicações de 5G para acessos fixos sem fio (os padrões para a móvel ainda estão sendo desenvolvidos), com a banda de rádio mmWave (a chamada banda milimétrica, com largura entre 30 e 300 GHz). Assim, muitas empresas antecipam o desenvolvimento de suas ofertas ao mercado antes mesmo do lançamento da 5G.


Estudo feito por Gabriel Brown, analista sênior da Heavy Reading, para a Affirmed Networks e para a Juniper Networks, procura saber se, nos próximos três anos, com uma estratégia tecnológica para a 5G, as operadoras vão conseguir se preparar para lançar rapidamente um serviço que otimize seus investimentos na nova geração IP e no core de plataformas móveis.


O estudo aponta que uma estratégia tecnológica adequada em redes IP para os próximos três anos (período esperado para amadurecimento do padrão para a 5G) permite otimizar investimentos e acelerar o lançamento de serviços 5G no futuro. A íntegra do estudo, em inglês, pode ser lida aqui.


Especificamente, este trabalho discute como os serviços 5G criam novas necessidades para uma rede de nova geração nativamente baseada em nuvem, orientada a serviços e que demandará que as redes IP passem a atuar como um “IP Fabric”, provendo conectividade entre data centers distribuídos, que hospedam as funções de rede, o conteúdo e as aplicações para o 5G.



A ilustração acima revela o resultado do grupo de estudos 3GPP SMARTER, que mapeou as dimensões dos serviços 5G. Neste mapa, estão detalhadas as características típicas dos serviços 5G – banda larga móvel reforçada (eMBB, na sigla em inglês), baixa latência e comunicações de missão crítica, além dos conteúdos massivos produzidos por máquina (mMTC, na sigla em inglês). Também acrescenta outros dois eixos importantes: o eV2X, específico para veículos automatizados; e a operação da rede. O eixo da operação de rede é particularmente importante porque deixa claro que a automação é fundamental para a 5G. Para aproveitar as oportunidades comerciais criadas pela nova tecnologia móvel, as operadoras precisam ter a capacidade de criar fatias de rede próprias para cada serviço específico e que se estendam fim a fim através da sua infraestrutura. Automatizar e gerenciar estas fatias, incluindo a configuração da rede IP subjacente, são elementos cruciais para os negócios 5G.


Além disso, cabe ressaltar que essas cinco dimensões de serviço para 5G  acabam criando inúmeras e diferentes demandas de desempenho. O requisito de baixa latência será, provavelmente, o fator mais crítico na hora de implementar fisicamente uma rede 5G. Será um grande desafio distribuir serviços numa rede de longa distância (WAN, na sigla em inglês) com um tempo de ida e volta de apenas 5-10 ms (milissegundos). Isso vai levar a uma arquitetura de sistema implementada numa infraestrutura distribuída na nuvem.


Analisando sob o ponto de vista IP e do core da rede, uma estratégia de investimento para se criar uma rede pronta para 5G inclui cinco quesitos: desenvolvimento de uma rede de data centers distribuídos; criação de um IP Services Fabric – uma “malha” IP para a oferta de serviços – com controle SDN (sigla em inglês para rede definida por software); investimento em EPC (Evolved Packet Core ou um core avançado de pacotes) e NG Core (core de nova geração 5G) baseados em nuvem; utilização de NFV (Network Function Virtualization ou Virtualização de Funções de Rede) para otimizar e isolar a oferta de serviços no Core; automação e orquestração de serviços.

 

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Tags: 5G, Banda larga, Latência, Automação, NFV, SDN, WAN, 3GPP


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