Redes Definidas por Software (SDN) para a economia digital e a IoT

Publicado em Artigos, por Juniper em 28/04/2016


Por Jonathan Davidson*

No passado falar em um telefone móvel em ambiente público era considerado falta de educação e aborrecido. Afinal, tratava-se de uma nova tecnologia disponível apenas para poucos. Para muitos, parecia desnecessário. O que poderia ser tão urgente para recorrer àquele equipamento? Isto foi há cerca de 20 anos. Hoje, é difícil imaginar a vida sem estar sempre conectado. Não achamos nada demais o fato de estarmos instantaneamente nos comunicando com o mundo e, raramente, pela necessidade de falar para transmitir ideias. É como se a humanidade tivesse evoluído para um superpoder telepático. E o uso do dispositivo móvel se tornou a regra. Hoje, há cerca de 3 bilhões de usuários de smartphones no mundo, e a expectativa é que este número aumente para 6,1 bilhões por volta de 2020.

Eu imagino que, em 2020, pensaríamos o mesmo sobre nossa transformação em direção a economias digitais e a IoT (Internet of Things), ou o que gosto de chamar de a Internet of People and Purpose. As ideias que hoje são incomuns vão se tornar habituais amanhã. Face à projeção de 21 bilhões de dispositivos conectados em 2020, haverá um novo nível do que será considerado normal. A humanidade vai evoluir para outro superpoder. Nosso governo, educação, saúde, transporte e entretenimento vão mudar dramaticamente. Nossas expectativas, idem. O mesmo em relação a nossos hábitos. Em poucos anos, a vida que temos hoje nos parecerá nostalgicamente ineficiente.

O futuro conectado oferece grande potencial e oportunidade, infelizmente tanto para o bem como para o mal. Quanto mais conectada se tornar a nossa vida, mais estará exposta a ataques, e mais lucrativa para os agentes do mal que vão emergir. Mais dispositivos significam também uma base maior para ataques e, portanto, mais riscos. Os ataques maliciosos vêm se tornando mais frequentes, organizados e sofisticados do que antes. Em 2015, ocorriam três vezes mais ataques cibernéticos (cyber attacks) por semana do que em 2010. Os prejuízos com os ataques mais que dobraram, e custaram, em média, mais de US$15 milhões para cada uma das empresas.

O ritmo desta transformação causou estresse em cada CIO em todo tipo de negócio. A mobilidade tornou as estratégias de segurança tradicionais no perímetro das redes ineficientes. Os ataques vêm tanto de dentro como de fora das organizações. Os empregados levam laptops e smartphones para longe do escritório e se conectam ao mundo através de locais públicos. Se infectados, estes dispositivos evitam defesas do perímetro quando de volta ao escritório.

Consequentemente, as arquiteturas de segurança foram forçadas a evoluir para além de um modelo de um poderoso firewall de perímetro. Os operadores agora também consideram que os ataques já estão dentro das suas redes. Portanto, a segurança tem que estar presente na própria infraestrutura da rede para detectar e bloquear de forma eficiente os agentes invasores o mais rápido possível. No futebol, a responsabilidade da defesa não pode ser deixada apenas a cargo do goleiro. Todos os jogadores atacam e defendem em todas as posições!

Os operadores de redes agora têm que gerenciar uma infraestrutura segura com agilidade para acompanhar o ritmo dos invasores e bloqueá-los. A segurança de uma típica rede empresarial dispõe em média de 4 mil nós de cinco diferentes vendors. Para gerenciar manualmente mudanças nas políticas de segurança ou atualizações em tais ambientes pode levar dias, ou até semanas. Até os melhores firewalls do mundo se tornam inúteis se não se adaptarem rapidamente para conter novos invasores.

Com a solução Software Defined Secure Networks (SDSN) Juniper é possível unificar a operação dos melhores produtos de segurança da indústria para que funcionem como um sistema unificado de detecção. As políticas são criadas com um clique e reforçadas tanto global, como pontualmente em qualquer data center, campus, ou filial escolhidos pelo cliente. Outros vendors oferecem sistemas de gerenciamento de segurança parciais ou com objetivo único que forçam os operadores a, cuidadosamente, trafegar entre aplicações para se defender. Com o fortalecimento da automação da segurança, e um novo projeto de interface para o usuário, a Juniper pode reduzir os riscos de erros e onerosas perdas de tempo.
 

Saiba mais sobre SDSN: SDSN é mais do que um conceito de segurança. É um ecossistema.


Assista ao vídeo abaixo

 

 

 
Temos certeza que a economia digital e a Internet das Coisas (Internet of Things) vão chegar e mudar nossas vidas. Os detalhes do futuro conectado, entretanto, são incertos. Podemos imaginar que tanto poderá ser maravilhoso como assustador. Com esforços tais como Software Defined Secure Networks, planejamos torná-lo maravilhoso.

* Jonathan Davidson é vice-presidente e gerente geral da Juniper Development and Innovation (JDI). Ele é responsável pelo direcionamento da estratégia, desenvolvimento e crescimento dos negócios para todo o portfólio da empresa – routing, switching e segurança, e pela evolução da tecnologia de silício e do sistema operacional Junos.
 

 

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Tags: SDSN, IoT, Telefonia Móvel, Dispositivos Conectados, Segurança, Firewall, Automação, Sistema Integrado de Segurança, Economia Digital


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