O que é preciso saber antes de adotar o SDN

Publicado em Artigos, por Juniper em 04/07/2015



* Por Renato Barboza

Cada vez mais se fala no conceito de redes definidas por software (SDN – Software Define Networks) para atender o crescente volume de tráfego nos data centers. Para entender o SDN e obter suas comprovadas vantagens é importante compreender a relação entre as novas tecnologias e o legado.
A virtualização de servidores, já utilizada há alguns anos com sucesso, foi o primeiro passo para a evolução de um data center. Esse processo deu origem às máquinas virtuais, totalmente independentes entre si e que operam com sistemas operacionais independentes.

Em seguida, veio a automação, que trouxe eficiência e agilidade para o lançamento de novos serviços, além de acabar com trabalho repetitivo e manual dos elementos de rede por meio de scripts ou ferramentas, possibilitando minimizar ou até eliminar o erro humano. Vale dizer que os benefícios da automação no data center para servidores e armazenamento (storage) também foram ampliados para toda a rede, que está dividida em três áreas.

A primeira é a instalação dos elementos com descoberta automática e comissionamento automatizado “Zero Touch Provisioning”. A segunda são as ferramentas para o dia a dia, referentes às atividades de monitoramento de desempenho, provendo consistência para a escalabilidade e o crescimento. A última, mas não menos importante, são os recursos para alterações de configurações na infraestrutura.

A próxima etapa desse processo foi a orquestração. Aqui grupos de automação formam os workflows, que no ambiente de data center incluem ainda a infraestrutura de rede, servidores e armazenamento. O sistema de orquestração é responsável pela integração desses elementos, abrangendo ambientes virtualizados e automatizados – tudo baseado em padrões abertos, como é a proposta da Juniper Networks, seja por meio do Openstack, NSX, da VMware, ou outros sistemas de orquestração.

As novas aplicações, o aumento da demanda do tráfego de dados e os serviços de clouds públicas e privadas exigiram que a infraestrutura dos data centers fosse além da automação e da orquestração. Foi aí que o SDN apareceu como um modelo para a construção e operação dos recursos de rede que ampliam a automação, inteligência e programação. O SDN não é um simples conceito ou solução, mas uma tecnologia de software aplicada à rede. A rede virtual criada sobre a infraestrutura física por meio de SDN apresentará componentes lógicos de rede e as redes lógicas serão criadas, provisionadas e gerenciadas por um controlador.

Então, qual a relação para o seu negócio? O foco da automação é reduzir custos e despesas operacionais, além de melhorar a agilidade dos serviços. Mas somente ela é ainda insuficiente para acelerar a criação de novos serviços com ganhos em escala. Já a automação e a orquestração formam a base para a evolução do SDN e da cloud . É neste novo cenário que os data centers irão se beneficiar da geração de novas receitas, em escalas nunca antes alcançadas, por meio do lançamento de novos serviços em minutos, não mais em dias.

A Juniper Networks está inserida no mundo SDN, com sua plataforma denominada Contrail. A solução é capaz de oferecer alta disponibilidade, escalabilidade, automação, padrões abertos e integração com os sistemas de orquestração de cloud, utilizando a infraestrutura de rede física legada.
 

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* Renato Barboza é engenheiro de sistemas sênior da Juniper Networks Brasil
 


Tags: Data Center, Rede, SDN, Automação, Contrail, Virtualização, Router, Tráfego


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