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Em vez da Lei de Moore, automação.

Publicado em Automação, Cloud, por Juniper em 22/10/2016


Para quem não está familiarizado com a Lei de Moore, trata-se da constatação feita em 1965 pelo cofundador da Intel, Gordon Moore: ele percebeu que o número de transistores por polegada quadrada (2,4 centímetros) em um circuito integrado dobraria todo ano pelo mesmo custo, o que significaria que ganharíamos o dobro da capacidade de processamento no mesmo período. Há muita gente do setor apostando no fim da Lei de Moore – entre eles, Pradeep Sindhu, CTO da Juniper Networks, que desenvolveu suas ideias ao ponto de o jornalista Zeus Kerravala, do Network World, chamá-las de “Princípio de Pradeep”. Em apresentação no NXTWORK 2016, evento da Juniper Networks para clientes e parceiros, o executivo estendeu sua tese para armazenamento e packet switching.


A morte da Lei de Moore, observa Kerravala, que entrevistou Pradeep no evento, é prevista há anos, mas a Intel e outros fabricantes de chip têm sido capazes de manter uma escala geométrica de crescimento com inovações contínuas. Com 90 nanômetros (nm, um milionésimo de milímetro), um strained silicon (camada de silício com os átomos alongados para além de sua distância interatômica) foi usado para aumentar a velocidade de processamento e, com 22mm, foram introduzidos transístores de três portas.


Mas Pradeep argumenta que chegará o dia em que a densidade física do transístor não poderá se tornar ainda mais densa. Ela pode chegar a 4nm ou 2nm ou, talvez, a escala 3D possa evitar isso, mas o dia chegará. Uma das alternativas, segundo Pradeep, são as teorias de que a fabricação de chips vai sair do silício para algum outro material, como o carbono ou o antimoneto de índio (InSb, um composto cristalino de índio, In, e antimônio, Sb, que resulta num material semicondutor empregado em detetores infravermelhos, como os utilizados em câmeras termográficas e na astronomia infravermelha). Tanto o InSb como o carbono permitiriam velocidades muito maiores e criariam outra onda de crescimento semelhante à da Lei de Moore.


A solução Pradeep

O CTO da Juniper diz aos arquitetos de rede para não se desesperar porque ele oferece uma solução. O primeiro passo para obter mais desempenho fora da Lei de Moore é compartilhar recursos e escalar o ambiente, algo similar ao que os gigantes da nuvem fazem hoje, na medida em que constroem seus próprios data centers de forma massivamente escalável (Massively Scalable Data Centers – MSDC). Essas empresas tiveram que adotar esse modelo para aumentar continuamente o tamanho dos data centers. Com este tipo de arquitetura, a rede se torna um gargalo, na medida em que assume o papel de “backplane” – o local onde as placas são conectadas e por onde a comunicação é processada – do MSDC. Se a rede não for rápida o suficiente, haverá uma defasagem na capacidade de processamento.


O segundo passo, diz Pradeep, será usar a rede para interconectar múltiplos data centers com conexões de baixa latência. Nesse caso, trata-se de pensar a nuvem como uma coleção de recursos compartilhados, entre eles o processamento e o armazenamento, geograficamente distante e interligada com uma rede de alto desempenho. Neste cenário, dificilmente aqueles que gerenciam a rede vão conseguir atualizá-la com rapidez e eficiência suficientes para atender às necessidades de um ambiente que deve escalar à distância.


Isso leva ao passo seguinte do Princípio de Pradeep: automação da rede, o que não significa uma simples automação como o provisionamento de QoS ou VLANs. Pradeep deixou claro que ele se refere a uma rede de natureza quase autônoma e de auto-aprendizado e que poderia, rapidamente, adaptar-se a quaisquer mudanças de ambientes. Os elementos da automação da rede concebida por Pradeep incluem bases de configuração operacional, serviços instantâneos, otimização centralizada de rede, telemetria baseada em impulso semântico, interfaces padrão para configuração, telemetria, definição de serviços, otimização de percurso e representação hierárquica para manusear escala e distância.


Diante desses elementos, conclui Kerravale, vê-se que Pradeep está falando claramente sobre Software Defined Networking (SDN, na sigla em inglês para redes definidas por sofware). A seu ver, hoje, a Juniper tem uma série completa de produtos para atender àquelas finalidades. Por exemplo, o Open Contrail é altamente escalável e seu controlador é padrão. Quanto ao NorthStar, é um produto multivendor que proporciona a otimização de WANs. Outro exemplo é a telemetria hierárquica e os analytics do Open Collector.


O jornalista não concorda inteiramente com a tese de Pradeep de que a Lei de Moore já está vencida. Mas acredita que os benefícios que o Princípio de Pradeep aponta são valiosos e que as empresas devem abraçar a automação mesmo que a Lei de Moore continue valendo.

 

 


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