Como usar a MEC para otimizar serviços e aumentar a eficiência

Publicado em Data Center, Virtualização, por Juniper em 22/01/2017


O objetivo da MEC (do inglês Mobile Edge Computing) é introduzir recursos de computação e de armazenamento na rede de acesso por rádio 4G (radio access network, RAN) para ampliar a capacidade de entregar conteúdos e aplicações aos usuários finais. Com esta tecnologia, as operadoras podem adaptar seu tráfego às condições existentes na RAN, otimizar a qualidade de seus serviços e aumentar a eficiência da rede.


De acordo com o estudo produzido para a Juniper Networks por Gabriel Brown, analista sênior da Heavy Reading, um dos aspectos mais interessantes da MEC é a sua influência nas futuras arquiteturas de rede, sobretudo em nuvens distribuídas, e no atendimento às necessidades de serviços 5G de baixa latência. Uma infraestrutura de nuvem distribuída combinada à SDN possibilita às operadoras aproveitar seus ativos físicos, computacionais e de armazenamento localizados perto dos clientes.


O estudo discute os benefícios da computação distribuída em redes móveis e avalia os casos de implementação possíveis no curto prazo. Além disso, proporciona uma visão da arquitetura MEC e das opções de implantação, avaliando o papel da tecnologia a longo prazo, nos cenários de evolução da 4G e da 5G. Para ler o estudo completo, em inglês, clique aqui.


Uma questão fundamental na implantação da MEC é balancear baixa latência e mobilidade. Isto será importante quando as operadoras, por uma questão de desempenho e de economia, começarem a implantar gateways de core de pacotes móveis ou PGWs, em inglês. A presença da MEC pode diminuir o número necessário de PGWs distribuídos e reduzir handoffs entre esses gateways. Com a implantação correta de nós MEC na RAN – tipicamente em um site de agregação IP (que consolida várias rotas possíveis em apenas uma) –, as operadoras podem reduzir handovers de camadas de aplicação e atingir as metas de desempenho de baixa latência necessárias em aplicações críticas.


A MEC também possibilita a implementação de serviços na RAN para melhorar a experiência do usuário e proporcionar às operadoras capacidade de manipular melhor os serviços sensíveis à latência. Para melhorar a eficiência da rede, a tecnologia ajuda a adaptar a entrega de serviços de acordo com a carga do link de rádio e pode diminuir a necessidade de um backhaul de longa distância com o uso do conteúdo local em cache e separar rapidamente suas partes.


Um “micro” data center


Para acompanhar os maiores desenvolvimentos nas redes dos provedores de serviços e aumentar o valor estratégico da MEC, o Grupo de Serviços de Informação (ISG, na sigla em inglês), que reúne mais de 40 grandes empresas de telecom, entre elas TIM,  Telefónica,  AT&T, China Mobile e  Verizon, adotou o modelo do Instituto Europeu de Padrões de Telecomunicações (ETSI, na sigla em inglês) para serviços de gerenciamento e de orquestração de rede (MANO, na sigla em inglês). Com esse padrão, a localização do armazenamento MEC será, de fato, um “micro” data center distribuído, capaz de rodar funções de rede virtualizadas e serviços de nuvem em geral com qualquer modelo operacional.


Na infraestrutura MEC podem, futuramente, ser rodadas inúmeras aplicações, como as da Internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), realidade aumentada, sistemas de comunicação veicular, etc. Mais tarde, a tecnologia poderá ser implantada em um grupo de estações radiobase (ERBs), sem causar qualquer impacto na mobilidade da camada de aplicação e continuar transparente no core de pacotes. A MEC e a borda IP baseadas em SDN são complementares e oferecem à operadora grande flexibilidade para escalar e prover ótima qualidade de serviços.


O conceito de MEC foi desenvolvido logo depois que os smartphones 3G se popularizaram com a ideia de desenvolver redes de entrega de conteúdos especificamente para redes móveis. Algumas operadoras e fornecedores levaram o conceito para outro patamar ao criar soluções “pré-MEC”, que acrescentaram capacidade computacional às estações radiobase 4G. A opção de implementar serviços na ERB ainda continua na MEC e pode se tornar importante. Contudo, outras opções, como a implantação em pontos de agregação na rede de transporte IP, são consideradas de melhor custo. Mais recentemente, o conceito MEC evoluiu para permitir o acesso às funções de redes virtuais (NFV). Isso insere a MEC num debate maior e mais estratégico sobre a evolução da arquitetura de rede e da nuvem distribuída a caminho da 5G.

 

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