Como chegar à coesão digital

Publicado em Automação, por Juniper em 16/11/2016


Imagine isto: de manhã, você veste o casaco e pega sua pasta antes de sair de casa, e o seu carro já está esperando por você na porta. Assim que você entra no carro, que dirige a si mesmo, a sua padaria favorita já prepara seu café, que está à sua espera assim que o carro encosta diante da padaria. Enquanto isso, a porta da sua casa tranca a si mesma, o ar condicionado da casa desliga automaticamente e a reunião marcada para esta manhã é atrasada automaticamente em 15 minutos no calendário online por causa do tráfego logo ali adiante.


Uma experiência redondinha, certo? Coesa. “As empresas já não podem vender apenas um produto ou um serviço”, afirma Anil Kamath, vice-presidente de Tecnologia da Adobe. “Elas devem entregar uma experiência atraente e coesa ao cliente.”


Kamath foi um dos participantes do painel com clientes Juniper Networks na NXTWORK 2016, que se realizou em outubro, em Santa Clara, na Califórnia. Moderado por Mike Marcellin, vice-presidente sênior e CMO (Chief Marketing Officer) da Juniper, o painel também contou com as presenças de Romelia Flores, engenheira e inventora master do Centro de Solução Global da IBM; e de Dan Neuwirth, fundador e CEO da Envera Health. Os três painelistas concordaram com a visão do CEO e do CTO da Juniper Networks, Rami Rahim e Pradeep Sindhu, respectivamente, que também abordaram a questão da coesão digital durante o evento.


Na palestra de abertura, Rahim expôs sua visão de um futuro próximo: um mundo de coesão digital. Essa nova era, diz Marcellin, pode ser descrita como um mundo onde as aplicações se conectam e se montam de maneira a melhorar a vida do consumidor. “Fala-se muito de ruptura digital e transformação digital”, pondera Marcellin. “Mas a coesão digital é um caso à parte, porque ela vai além de serviços pontuais e oferece megasserviços que podem prever o que vai acontecer e se adaptar, com base na tecnologia extraordinária que está sendo desenvolvida nas áreas de inteligência artificial e aprendizado de máquina.” Uma máquina que aprende, desenvolve sozinha programas de computador que podem ensinar a si próprios a crescer e a mudar quando recebem novos dados.


Os dados são chave

“O cliente já espera uma experiência coesa”, prossegue Marcellin, “mas o potencial da coesão digital vai muito além da conveniência que ela acrescenta ao nosso dia a dia.” De fato, no painel, Dan Neuwirth, da Envera, lembrou que na área da saúde o ponto crucial estará em passar da mera coleta passiva de dados para uma gestão ativa dos dados e da saúde. No sistema de saúde, a chave está em ajudar os fornecedores a se comunicar entre si, diretamente com os pacientes e com as comunidades destes. A Envera Health já está usando comunicação assíncrona: Neuwirth exibiu seu relógio de pulso, que comunica ao médico os batimentos cardíacos do paciente.


Marcellin relata que os três painelistas concordaram que o potencial dos dados, assim como a importância do aprendizado de máquina, são essenciais para navegar em montanhas de dados e transformá-los em percepções e experiências otimizadas. “A troca de informações entre dispositivos e organizações será uma função necessária para obter experiências coesas para o cliente”, observou Kamath, da Adobe, no painel. Os dados vão abrir novos caminhos para as necessidades e desejos do cliente, até prevendo essas necessidades e desejos. Com os dados já disponíveis, parte da experiência da coesão digital será a conexão e uso de ferramentas como o aprendizado de máquina.


Por outro lado, como Kamath acrescentou, os dados são a joia da coroa da marca de uma empresa – é preciso protegê-los. Em sua palestra de abertura do NXTWORK 2016, Rami Rahim tratou disso ao destacar o trabalho inovador da Juniper para entregar uma rede segura definida por software (SDSN, na sigla em inglês).


Romelia Flores, da IBM, também integrante do grupo de trabalho cooperativo entre as indústrias para atingir a coesão digital, citou como exemplo a recente parceria entre Google, Facebook, Amazon, IBM e Microsoft, com o objetivo de ampliar o conhecimento do público sobre inteligência artificial. Segundo Flores, o foco da parceria não está apenas nas melhores práticas, mas sim na ética da IA – o que esta tecnologia significa para as várias indústrias, para que possa ser abordada de maneira inteligente. Ela também afirmou que não se trata de eliminar empregos, mas sim de aumentar as possibilidades do que as pessoas podem fazer com esse tipo de tecnologia.


“Na Juniper, estamos entusiasmados com essas possibilidades e sabemos que podemos ajudar a chegar a essa nova era com avanços importantes em networking”, conclui Marcellin.


 
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