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Como as operadoras podem competir com as OTTs, como Google, Facebook e Netflix?

Publicado em Data Center, Virtualização, Parceria, por Juniper em 16/11/2016


Como os provedores de serviços, entre eles as grandes operadoras de telecomunicações, cujos principais serviços de comunicação são voz, dados e vídeo, podem competir com empresas que oferecem aplicações OTT, como Google, Facebook e Netflix? OTT é a sigla em inglês para “over-the-top content” e designa empresas que oferecem diferentes tipos de serviços e conteúdo por meio da internet. Para Airton Arantes, engenheiro de redes do Grupo Binário, integradora parceira da Juniper Networks há mais de uma década, os provedores precisam de uma plataforma de inovação que lhes permita disponibilizar serviços sob demanda, com agilidade e custos operacionais menores. Isso só é possível com a migração para a nuvem.


Arantes é formado em sistemas de informação, tem larga experiência em arquiteturas e implantação de provedores de serviços e data centers e é especialista em roteamento, switching e design para provedores de serviços e mercado corporativo pela Juniper Networks. Ele participou do Datacenter Dynamics Converged Brasil, evento que reuniu empresas e profissionais envolvidos na transformação do setor de TI, data center e nuvem, realizado nos dias 8 e 9 de novembro, em São Paulo.


De acordo com o engenheiro, a maneira usada pelos provedores tradicionais criarem e provisionarem serviços ainda é demorada e tem alto custo. Eles fazem estudos de mercado, levantamentos da densidade de possíveis clientes, pesquisas sobre a aceitação de novos serviços e desenvolvimento. Atualmente, quando um serviço adicional precisa ser implantado, ainda é necessário um longo tempo para ir ao local onde o cliente opera (se for uma empresa), analisar as suas necessidades e capacidade, fazer orçamentos, entender quais são os equipamentos necessários e entregar esses equipamentos ou reprogramar manualmente as soluções legadas. “Tudo isso aumenta o tempo para que o serviço seja entregue ao usuário final, além de gerar elevados custos operacionais”, constata Arantes.


Em sua apresentação no evento, o engenheiro citou o Google como exemplo. Enquanto o Google tem um administrador de sistemas para 15 mil servidores, uma operadora precisa de um administrador a cada cem servidores. O Google lida com dezenas de configurações possíveis, em cerca de dez diferentes equipamentos de hardware por pacotes de sistemas; uma operadora tradicional precisa administrar milhares de equipamentos diferentes, já que sua rede é extensa e conta com várias soluções de fabricantes diferentes, o que transforma a infraestrutura de TI e telecom complexa e com custos operacionais altos. O Google entrega novos serviços em segundos e as operadoras de telefonia móvel necessitam de dez a 12 meses para fazer o mesmo, em um processo pouco automatizado.


Arantes acrescentou que as OTTs oferecem seus serviços por meio das redes que pertencem às operadoras. O fato de um provedor ter controle fim a fim de sua rede é um diferencial competitivo e, além disso, favorece a sua adesão à nuvem, o que pode garantir a qualidade e a velocidade dos serviços. Isso também colabora com a implantação de uma arquitetura mais flexível, com virtualização, automação e recursos computacionais na periferia da rede, ou seja, o mais próximo possível do usuário. O engenheiro do Grupo Binário também mostrou, em sua apresentação, o que ele chama de solução “cloud in a rack” (nuvem na prateleira), que inclui, por exemplo, os switches QFX5100 da Juniper Networks, plataformas flexíveis para data centers que podem ser usadas em múltiplas arquiteturas, inclusive para 1/10/40 GbE, além de soluções OpenStack para orquestração de nuvem, o Contrail para SDN e os serviços do Grupo Binário, oferecidos em parceria com a área de Serviços Profissionais da Juniper Networks.


Tudo isso para levar a inteligência da rede para a ponta, de forma que os clientes possam, por meio de um portal, provisionar, de forma simples, novos serviços disponíveis na nuvem. Esta, de acordo com Arantes, é a melhor forma de os provedores começarem a oferecer serviços competitivos – e ganhar mercado das OTTs.

 

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Tags: Nuvem, ISPs, OTTs, Automação, Google, Netflix, OpenStack, Redes, Grupo Binário, Data Center, SDN, Virtualização


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