Automação é a ferramenta certa para melhorar os negócios dos clientes

Publicado em Data Center, SDN, por Juniper em 15/07/2016


Essencial para a infraestrutura de redes, a automação permite que os operadores e as empresas possam lançar novos serviços mais personalizados, em menor tempo e adaptá-los às novas demandas que se apresentam. Também, como ressalta o engenheiro sênior de sistemas Javier Grizzuti, as soluções de automação agregam valor de maneira transversal a todos os projetos clássicos de networking tanto para os de campus, multiserviços, edge-routing, centros de dados e core.

Grizzuti trabalha na Juniper Networks de Buenos Aires, Argentina, e atende aos países vizinhos. Agora ele responde também pela área de automação.

Para o engenheiro, atualmente já circula informação suficiente sobre os benefícios da automatização para redes na região do Caribe e da América Latina (CALA), mas seu objetivo é tornar a automação uma ferramenta que melhore os negócios dos clientes. Segundo o especialista, a Juniper Networks está preparada para ajudar seus clientes a entrarem no mundo da automação com plataformas integradas e abertas, com produtos como seu sistema operacional Junos, o controlador de rede para centro de dados Contrail, o Contrail Service Orchestration e o controlador centralizado de engenharia de tráfego, NorthStar. Nesta entrevista, Grizzuti analisa o atual panorama da automação no CALA.

Como você avalia as perspectivas para automação comercial na região CALA: o nível de adoção é alto, médio ou baixo?
JAVIER GRIZZUTI –
Automação é um assunto amplo, aparece em muitos  projetos e atualmente em vários clientes, que de algum modo adotaram a automação dos processos de provisionamento de funções da rede. Mas, se considerarmos a quantidade de usuários  administradores de redes na região, o nível de adoção dessas técnicas ainda é relativamente baixo. São poucos os que já absorveram estas tecnologias, que vêm acompanhadas de novas implementações, e também há poucos administradores com conhecimentos em desenvolvimento de software.

Na sua opinião, há informação suficiente sobre os benefícios da automação de negócios na região?
GRIZZUTTI –
Creio que há informação suficiente, mas o problema que queremos solucionar é como dar sentido a essa informação e transformar a automação em uma ferramenta que melhore o negócio de nossos clientes. A automação vem para agregar valor às soluções clássicas de rede – como roteamento, switching e segurança – com soluções transversais para implantar nos projetos de campus, multiserviço, edge-routing, centros de dados e core.

Existe algum tipo de resistência para adoção da automação comercial?
GRIZZUTTI –
Realmente não vejo uma resistência, ao contrário, vejo una crescente adoção por parte dos clientes, que veem o valor desta tecnologia como possibilidade de crescimento, potencial para reduzir os custos e agilizar a implantação de novos serviços. A automação permite que os operadores possam lançar serviços mais customizados para os clientes e mantê-los por tempos menores que os serviços tradicionais, para em seguida adaptá-los à demanda que se apresenta. É mais fácil e rápido de verificar se os serviços projetados são bem recebidos e modificá-los rapidamente para adaptá-los ao que o cliente necessita.

Quais são os principais segmentos que requerem produtos de automação?
GRIZZUTTI -
Os segmentos onde as vantagens da automação fazem diferenças notáveis na hora de economizar em OpEx e reduzir os tempos de implantação, são os projetos de centros de dados e de virtualização das funções de rede, o NFV. Nestas duas áreas de desenvolvimento de novas soluções, a automação cumpre um papel central. Em centros de dados, a  automação na implementação de máquinas virtuais, movimento de máquinas e instalação de aplicações é um tópico conhecido e bem desenvolvido. Já na área de networking em centro de dados a automação no fornecimento de redes, na interconexão e na estrutura da cadeia de serviços (service chain) é menos explorada. É aí que tentamos gerar o valor em nossa oferta, com a incorporação de aplicações como Contrail Networking ou Contrail Service Orchestration.

Como a Juniper pode ajudar no processo?
GRIZZUTTI -
Ao desenvolver um sistema operacional como o Junos, a companhia propicia em seus sistemas a integração com ferramentas de automação. Começando com os tradicionais e poderosos scripts (operacionais / eventos / commit), que são inerentes ao sistema operacional Junos, mas que evoluíram com a incorporação de novas linguagens de programação (Python) e novos formatos de dados (JSON, YANG etc.). Por outro lado, o Junos continua ampliando a integração a múltiplos sistemas de provisionamento e automação, como Ansibel, Cheff e  Puppet. Além disso, a Juniper incorporou a oferta de soluções do controlador de redes para centros de dados Contrail, junto com o Contrail Service Orchestration e o controlador centralizado de engenharia de tráfego, NorthStar. A oferta é ampla e as possibilidades se multiplicam para esta nova perspectiva de trabalho sobre as diferentes soluções de networking.
 

 


Tags:  Automação, Redes, Infraestrutura, Junos, Contrail, Data Center, NorthStar, NFV, Segurança
 


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