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Automação de redes seguras é o caminho para a coesão digital

Publicado em Automação, Segurança, por Juniper em 22/10/2016


Em vez de ruptura digital, coesão digital. Em sua apresentação no NXTWORK 2016, evento que reúne usuários e parceiros da Juniper Networks todo ano, o CEO Rami Rahim definiu: “Coesão digital consiste em juntar diferentes aplicações de forma que um megaprovedor de serviços possa oferecer serviços que melhoram a vida das pessoas”, disse ele. E traduziu o conceito em um exemplo de educação infantil: “Imagine uma criança que está no supermercado, coloca um óculos de realidade aumentada e pode jogar um jogo que lhe permite montar uma refeição saudável para a família por 25 dólares. Já está provado que esse tipo de ensino por imersão total pode ser mais eficaz do que uma sala de aula ou um livro didático”.
 


Rahim fez quatro previsões para 2017: a nuvem pública veio para ficar e só vai crescer em importância; a nuvem híbrida será uma decisão de infraestrutura extremamente importante para muitos dos clientes da Juniper; a virtualização das funções da rede e as nuvens distribuídas das telcos vão entrar em produção significativa no ano que vem; e a segurança será um tópico tão fundamental em 2017 quanto neste ano, se não mais importante.


Megasserviços
Ainda há um longo caminho a percorrer para chegar aos megasserviços previstos pelo conceito de coesão digital. Toda inovação em tecnologia, explicou o executivo, ocorre como resultado de inovação em três áreas básicas: computação, armazenamento e networking. Historicamente, houve um crescimento de milhares de pontos percentuais nessas três áreas, mas agora existem algumas barreiras significativas para avançar em direção aos megasserviços.


“O fim da Lei de Moore é uma dessas barreiras”, disse Rahim, referindo-se a um ensaio publicado há mais de 50 anos por George Moore, que se tornaria cofundador da Intel. Moore constatou que o número de componentes eletrônicos que podiam ser colocados num circuito integrado dobraria a cada dois anos pelo mesmo custo – e, de fato, o poder de processamento dos computadores dobrou a cada dois anos desde então, com uma queda vertiginosa dos custos e dos preços ao usuário final. Mas essa evolução está chegando ao seu limite: se os transístores do 4040, primeiro chip produzido pela Intel, em 1971, pudessem ser ampliados para a altura de uma pessoa, em comparação o Skylake, mais recente chip da Intel, pareceria uma formiga. Pradeep Sindhu, cofundador da Juniper Networks e CTO da empresa, também abordou esse problema.


Outras barreiras importantes, segundo Rahim, são a interoperabilidade em todas as camadas da rede (a camada IP, a camada óptica e até as camadas mais superficiais, onde diferentes provedores de aplicações vão precisar trabalhar juntos para oferecer os megasserviços no futuro) e a confiança para trocar informações entre usuários e aplicações na nuvem, o que torna a segurança um elemento vital. “A primeira coisa que vem à mente do cliente, quando ele pensa em mover sua rede para uma nuvem privada ou pública, é a confiança”, afirmou o CEO. “Por isso, o stack de software que estamos desenvolvendo gira ao redor da virtualização de nossos produtos de segurança.”


Nuvem e automação
Com a proliferação de dispositivos conectados pela Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), cria-se mais oportunidades para criminosos causarem danos a usuários, dados e redes. Rahim acredita que a infraestrutura para a IoT será nativa da nuvem, não apenas baseada em IP. “É na nuvem que acreditamos que a Juniper pode de fato inovar hoje”, afirmou. “Um dos usos mais comuns do Contrail, nosso controlador de SDN, é no desenvolvimento da infraestrutura na nuvem das telcos, que permite um enorme leque de serviços – e IoT é só um deles.”


Mas, advertiu, a IoT não vai a lugar algum se não houver confiança e a confiança depende da segurança. “Firewalls já não bastam”, avisou o executivo. “Todo elemento da rede precisa estar envolvido na segurança. Portanto, pensamos no futuro da rede não apenas como conectividade, mas como um tecido (fabric) seguro e até o final do ano vamos avançar muito nessa área, lançando switches que também serão capazes de bloquear ataques.” Ele previu que, por volta de 2019, quase metade da receita da Juniper (45%) virá da combinação de software e serviços.

 
“Nosso foco principal, na área de software, são a infraestrutura da nuvem e a automação e simplificação da gestão de uma rede na nuvem”, afirmou. “Isso tem um valor tremendo para qualquer um que esteja implementando aplicações e conteúdo de trabalho na rede.” Por isso mesmo, grande parte da fala de Rahim na abertura da NXTWORK 2016 concentrou-se na automação. Afinal, grande parte dos profissionais de IT está paralisada na atividade de simplesmente manter a rede funcionando. Automação é, portanto, uma ferramenta essencial. Mas como ajudar os clientes a chegar lá?


“Não se trata apenas da tecnologia, mas é cada vez mais uma questão de serviços ao redor da tecnologia”, explicou o executivo. “Já fazemos isso com nosso software de orquestração, com nossa virtualização das funções de rede e com nossa experiência com os Serviços Profissionais. O que a Juniper está aprendendo com essa prestação de serviços torna-se extremamente valioso para o cliente que esteja pronto para fazer essa transformação e automatizar completamente sua rede.”


O executivo traçou um paralelo: na indústria automotiva, hoje, temos direção automática, transmissão automática e uma série de outros itens automatizados para facilitar o ato de dirigir um carro. Mas o motorista ainda dirige. É a mesma coisa com as redes, disse ele: é possível automatizar uma série de funções, mas a rede não vai dirigir a si mesma completamente.


Tudo isso tem transformado o próprio modelo de negócios da Juniper, que está se tornando uma especialista em nuvem, particularmente em nuvens de telcos, já que essas empresas estão investindo pesadamente em nuvens altamente distribuídas. “Estamos nos tornando um líder nesse mercado”, disse o executivo.

Para ver a entrevista de Rami Rahim no NXTWORK 2016 (em inglês) assista o vídeo:

 

 

 


Tags: Segurança, NFV, SDN, Contrail, Coesão digital, Serviços Profissionais, IoT, Automação, Virtualização, Cloud


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