A transformação da cloud e as inovações trazidas pela IoT mudam o cenário do setor de telecomunicações

Publicado em Cloud, Últimas notícias, por Juniper em 13/03/2016


A indústria de telecomunicações passa, neste momento, por uma nova transformação graças a cloud e a simplificação e agilidade das redes é um requisito fundamental. O movimento leva a uma disrupção das redes com os serviços em nuvem e a entrada de novos players. Isto muda a competição no mercado e exige das operadoras, empresas e provedores de serviços uma reflexão sobre os investimentos. “O mercado competitivo não vai ser mais o mesmo”, comenta Gil Simões, diretor sênior de Desenvolvimento de Negócios da Juniper Networks para as Américas.

Nesse cenário, a Juniper ocupa uma posição privilegiada, porque está apta a entender a transformação pela qual passam as operadoras mais tradicionais, assim como trabalhar de forma direta com os provedores de cloud, ou com as grandes empresas. Na mesma linha, a Juniper ganha importante papel na nova onda da internet, que vai conectar bilhões de devices. “Para conectarmos bilhões de equipamentos, essa conexão precisa ser feita no backend, onde a infraestrutura da Juniper tem performance muito superior, tem escala, é confiável e permite a automação”, resume Simões que faz, nesta entrevista, uma análise do mercado de IoT na América Latina.

Leia a íntegra da entrevista e fique por dentro de outras novidades da Juniper, como a oferta de segurança como serviços na nuvem:

Blog – Os conceitos envolvendo SDN/NFV e serviços em nuvem já foram absorvidos pela indústria de telecomunicações. As soluções baseadas em nuvem capacitam as operadoras a lançar produtos mais rapidamente no mercado, tornando-as mais competitivas com a automação de processos. Nesse cenário, o que vem mais aí?
Gil Simões – Estou nessa indústria há mais de 20 anos, período em as redes móveis se tornaram digitais, as redes mudaram para IP, e a convergência de redes se tornou real. Essas transformações, e muitas outras, ocorreram nas últimas décadas. Neste momento, há uma nova transformação, que está relacionada com a simplificação das redes, com sua virtualização e automação, e com a adoção dos serviços em nuvem pelas operadoras e empresas, que começam a ter benefícios com nuvem pública, privada ou híbrida. Muitas operadoras lançam sua própria nuvem, mas vai haver uma grande disrupção, já que os provedores de serviços vão avançar nessa área e vão competir. Empresas como a Amazon, Microsoft, Google, Oracle e outras vão oferecer serviços na nuvem e competir de forma direta, oferecendo serviços mais complexos. O mercado competitivo não vai ser mais o mesmo.

A Juniper ocupa uma posição que nos permite não só entender a transformação pela qual passam as operadoras mais tradicionais neste momento, assim como trabalhar de forma direta com esses provedores de cloud, que têm um modelo de negócios diferente, e com as grandes empresas que também vão criar sua nuvem, privada ou hibrida. Como estamos nesses diferentes modelos de negócios, e temos todos esses players como clientes, podemos otimizar o resultado, com a oferta de nossas soluções para todos os clientes.

Blog – Em recente entrevista a CRN, o CEO Rami Rahim disse que 2014 foi um ano de reconstrução e realinhamento para a Juniper; 2015 foi marcado pela execução e inovação, e 2016 será um ano de grande aumento de vendas nas áreas de empresas e de provedores de serviços. Qual a estratégia da companhia para atingir esse objetivo?
Gil Simões – A Juniper Networks lançou, em 2015, um grande número de produtos e soluções. Temos um portfolio que inclui hardware, software e serviços profissionais e de automação, de uma forma bastante extensa, atendendo toda a parte de comunicações, seja para data center, acesso e agregação, redes e nuvem. Temos soluções para áreas muito distintas. Como falamos, esta transformação que está ocorrendo neste momento, não só nos provedores de serviços, mas também nas empresas, vai implicar uma mudança de como eles vão fazer investimentos. Por exemplo, vão criar ou não uma nuvem privada? Até que ponto as empresas vão usar a nuvem pública? Quais são as aplicações e os workflows que vão para a rede pública? Na medida em que vão virtualizando mais e mais as funções de sua rede, isso vai trazer implicações operacionais e a tomada de decisões sobre, por exemplo, que tipo de serviço vai ser lançado. Seus competidores não serão mais os tradicionais, mas vão competir com provedores de nuvem. Por isso, digo que essa transformação que está ocorrendo neste momento vai ter implicações de onde vão investir, e empresas como a Juniper serão escolhidas como consultores de confiança para ajudar nessa transformação.

Blog – Por que vão escolher a Juniper e não outro player? Quais os diferenciais da empresa?
Gil Simões – Primeiro, porque somos challenger. Desde o início, os produtos da empresa sempre trouxeram grande transformação com avanços significativos.

Segundo, a Juniper toca em pontos muito distintos, críticos para as empresas. Como nossa base de clientes são as operadoras, grandes empresas e provedores de nuvem, entendemos como funcionam e, portanto, temos essa experiência conjunta de quais são os modelos de negócios e otimizamos o portfólio para essas ofertas. Isso nos permite entender quais são as melhores soluções para cada um desses clientes. As dez maiores empresas de telefonia do mundo usam tecnologia Juniper, as maiores instituições financeiras (7 entre 8 das maiores empresas das bolsas de valores são clientes Juniper) e as maiores universidades e redes de pesquisa utilizam a Juniper. Estou falando num universo que inclui ainda as 5 maiores empresas de mídia e 99 entre 100 das maiores empresas listadas na Fortune usando Juniper, assim como mais de 1,4 mil órgãos governamentais em todo o mundo.

Temos provas que todas essas entidades, sejam operadoras ou empresas, estão transformando o mercado e elas escolheram a Juniper Networks. Sempre que tem uma transformação, como ocorreu com o Google ou a Amazon, a escolha foi pela Juniper.

 O terceiro ponto está associado ao nosso portfólio, assim como as características dos produtos que têm melhor performance e são confiáveis. Além disso, temos a parte de automação que possibilita transformar rapidamente esses modelos de negócios, de forma que possam lançar novos serviços, sejam operadoras ou empresas. O que demorava meses para fazer, agora são minutos.

Blog – Entre os anúncios feitos pela Juniper em 2015 destacam-se a desagregação do Junos e uma nova orientação no modelo de negócios, de hardware para software.  O que esse novo modelo trará de impactos para os clientes? Ainda sobre esse tema, quando comunicou a mudança, o CEO da Juniper disse que o modelo de cobrança por porta, tradicionalmente utilizado pelos fabricantes de hardware, está obsoleto. Quando a companhia vai tornar público esse novo modelo de cobrança?
Gil Simões – Aqui temos dois pontos distintos: Um é que damos opção ao cliente se ele quer uma plataforma aberta. A palavra chave aqui é escolha – os que querem usar os nossos software e aqueles que não querem, ou seja, o cliente pode escolher. Outra palavra chave é arquitetura aberta. O segundo ponto tem a ver com as vantagens do software Junos, nosso sistema operacional. Muitos dos provedores de nuvem escolheram a Juniper porque o Junos tem vantagens comprovadas e a flexibilidade leva muitas operadoras e grandes empresas a escolherem as soluções da Juniper.

Quanto a forma de cobrança, já temos alguns modelos no mercado, como o do QFX5200, o primeiro switch que está sendo comercializado com sistema operacional desagregado. Outros estão sendo trabalhados neste momento. Não vai ser monolítico. A operadora poderá escolher diferentes elementos. O software Junos vai estar não só desagregado do hardware como também dividido, criado em blocos.

Blog – Do ponto de vista do marketing, o que a Juniper está fazendo para que o Junos seja mais difundido no mercado e, consequentemente, aumente suas vendas, com esse novo modelo de comercialização?
Gil Simões – Sempre vendemos bem o Junos e a tendência continua. Como somos um challenger, cabe a nós tentar estruturar o mercado, influenciar a estrutura do mercado de forma diferente e dar essa opção aos clientes. É um sistema aberto e o cliente tem a opção de comprar como quiser. Se não fizermos, outros vão fazer. Então, nada melhor do que estarmos na vanguarda. De certa forma somos um dos agentes que vão influenciar a indústria na forma como se compra software.

Blog – Além das vantagens de um sistema operacional aberto, e dos seus roteadores, cuja performance é reconhecida pelo mercado, quais são, na sua visão, outros diferenciais da Juniper frente à concorrência?
Gil Simões – Há pouco tempo foi publicado um estudo pela Light Reading que mostrava qual a empresa mais confiável quando se trata de infraestrutura e serviços de próxima geração. Entre todos os vendors, a empresa que apareceu como a número 1 foi a Juniper (veja abaixo).

 

 

Quando se fala de roteador, que são críticos para uma rede de uma operadora ou um banco, tornar-se o vendor mais confiável é extremamente importante. O nosso sistema operacional é comum a todas as plataformas, e flexível e aberto com APIs. Outro ponto tem a ver com a automação. Apostamos na automação e a combinação desses fatos permite uma plataforma mais aberta, flexível e a transformação do modelo de negócios.

Blog – Além de inovação, segurança é um requisito fundamental para esse mercado. Qual o diferencial da Juniper?
Gil Simões – Vemos a questão de segurança sob diferentes aspectos e vamos oferecer novas plataformas, recentemente lançadas, com mais performance. Dois outros produtos importantes que estarão disponíveis em breve: Um tem a ver com a forma como se controla a parte de segurança, a interface com o usuário, de uma forma mais amigável e eficiente; o outro está relacionado a colocar alguns componentes da parte de segurança na nuvem. Muitas capacidades do sistema de segurança vão ser colocadas como serviço na nuvem, uma evolução na forma de lidar com as questões de segurança. Vamos ter uma evolução da forma como se utilizam as soluções de segurança. Outro ponto é que vamos incorporar segurança dentro das diferentes plataformas que temos, nos switches e routers. Por fim, estamos virtualizando grande parte de nossas plataformas de segurança. Temos nossa plataforma vSRX que permite um modelo diferente para a segurança virtualizada e não somente a segurança em uma caixa.

Esta evolução vai atender os requisitos de segurança exigidos pelo mercado, mais e mais capacidade na nuvem, mais serviços virtualizados e mais segurança integrada, independente da plataforma.

Blog – Qual vai ser o papel da Juniper na IoT?
Gil Simões – Vamos primeiro colocar um contexto, não só de IoT, mas da Internet of Things na América Latina de forma mais genérica e depois, especificamente, da posição da Juniper. Acreditamos que a IoT vai crescer de forma exponencial e, em 2020, existirão mais de 50 bilhões de equipamentos conectados dentro da rede. É um numero muito maior do que o de pessoas que vão estar conectadas a internet – se fala entre 9 a 10 equipamentos ou dispositivos ligados à rede internet por cada pessoa nos países mais desenvolvidos. Na América Latina, será menor, em parte porque o crescimento da internet na região acabou ocorrendo muito pelo serviço móvel. Mas a IoT vai ter um impacto nos negócios muito maior do que teve o impacto do acesso das pessoas a internet, porque vai ficar em qualquer ponto, e trará impacto nos negócios. No entanto, na América Latina, o volume de coisas conectadas deve ser três vezes inferior na relação com os países desenvolvidos. Espero que a América Latina não fique para traz e esse gap será ainda maior do que o atraso verificado na primeira corrida de internet para conectar as pessoas. A próxima corrida tem a ver com a conexão dos devices a internet.

Agora, falando do contexto da Juniper: Como vamos ter um papel mais relevante, não tem a ver com os equipamentos conectados, mas sim com o backend. Toda essa parte onde as coisas vão funcionar - num data center, na parte do transporte IP e do core, toda conexão necessária para ligar bilhões de equipamentos precisa ser feita no backend. E isso é o que a Juniper está preparada para fazer porque grande parte do portfolio de nossos equipamentos tem performance muito superior, tem escala superior e é mais confiável. Um segundo ponto tem a ver com a automação, porque sem automação torna-se impossível conectar tudo de forma rápida e com escala no backend.

Blog – O atraso da internet na América Latina se deve a baixa conexão na região? O gap da IoT está relacionado a isso?
Gil Simões – Tem implicações também. Uma das partes que será mais impactante tem a ver com machine to machine (M2M) e também com o modelo de negócios para suportar estas novas conexões. E não é apenas um processo individual no dia a dia, tem a ver com uma visão que transforma o negócio e coloca equipamentos conectados a rede. É importante que a América Latina saiba que esta segunda evolução da internet, que vai conectar coisas (IoT), será talvez mais importante do que foi a primeira fase da internet, que conectou pessoas. E é importante que a América Latina não fique para traz.

Blog – A Juniper planeja crescimento por meio de aquisições ou os planos são para ampliar o leque de alianças estratégicas?
Gil Simões – Não posso comentar sobre aquisição, mas aliança estratégica, sim. Faz parte de nosso plano aumentar as alianças estratégicas. Neste momento, vendemos soluções e é importante entender o problema do cliente e tentar arranjar solução para esses problemas. Você não terá todas as respostas, mas estará imerso num ecossistema em que outros vão ter parte dessa solução.

 


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