Agilidade é o x da questão no setor financeiro

Publicado em Artigos, por Juniper em 13/04/2016


Os ventos da mudança estão soprando no mundo das finanças. É o que constata Tony Evans, vice-presidente e diretor da área de Global Financial Services da Juniper Networks. Neste artigo, Evans destaca que a era digital está realizando mudanças no setor financeiro para que esse segmento possa tomar decisões mais rápidas, entregar serviços excepcionais a seus clientes e capturar novas oportunidades de crescimento.


Leia a íntegra do artigo “Inove nos negócios do segmento financeiro com uma rede Service-Aware”, por Tony Evans.

Resumo Executivo
Os agentes do mercado financeiro não querem ficar para trás em um conjunto de operações no qual cada segundo conta. Por isso, os bancos estão modernizando sua entrega de serviços e oferecem ao cliente serviços personalizados e eficiência no back-office, via digitalização total dos processos de negócios. Tudo isso ao mesmo tempo em que lidam com um ambiente regulatório cheio de desafios.

Seguradoras procuram atrair clientes com tecnologia atualizada, aplicações móveis e uso de análises de risco para propiciar valiosos insights e aumentar a sua lucratividade. Empresas tomam decisões de negócio melhores, mais rápidas, inteligentes, baseadas em dados de mercado atualizados, mídias sociais e análises de sentimento.

Fornecedores de produtos e serviços a bolsas de valores procuram eliminar cada milissegundo e microssegundo para lidar com gigantescos volumes de dados. Todos esses imperativos criam a necessidade de redes mais ágeis, assim como desafiam os pressupostos básicos sobre como essas redes são desenvolvidas e implantadas.
 


Introdução: A Necessidade de Uma Rede Mais Ágil
Em um momento em que a expectativa de clientes e gestores de negócios é de que tudo seja instantâneo, sistemas de TI que se adaptem à velocidade do mercado e a oferta de novos serviços ou aplicações com um simples clique em um botão, são questões críticas. Muitos agentes deste setor, no entanto, sentem que suas infraestruturas de TI estão ficando para trás, o que os impede de se mover com rapidez em um mundo sempre conectado. Hardware proprietários e obsoletos limitam a inovação e aumentam os custos operacionais. Oferecer serviços que gerem novas receitas operacionais, capitalizando rapidamente novas oportunidades, ou atender a demanda por melhor performance não pode depender de mudanças manuais e complicadas nos sistemas de TI e de infraestrutura.

Hoje, em muitos data centers, configurar a rede para novas aplicações e serviços leva dias, até semanas. E em um mercado tão ágil, as aplicações de negócios não podem esperar pela rede – ela precisa estar disponível automática e instantaneamente para qualquer aplicação. Tais exigências mudam a maneira de construir e entregar redes.

Os serviços financeiros devem adotar uma nova abordagem para seu legado de TI, seus sistemas proprietários e seus processos rígidos. Precisam desenvolver uma nova estrutura, ágil, service-aware, que lhes permita incorporar novas aplicações móveis, análises de big data, decisões informadas por dados e serviços de nuvem em todas as suas formas. Adaptar-se ligeiro ao novo cenário é ser bem sucedido. O contrário é ter clientes insatisfeitos e perder oportunidades.

Trocando em miúdos: contar com uma rede de comunicações bem construída é chave para a agilidade dos negócios que as empresas precisam para ser bem sucedidas em uma economia digital. Não é demais repetir: agilidade é o x da questão. Em uma rede service-aware, ferramentas de automação e orquestração agilizam as operações; análise de big data ajustam automaticamente os níveis de serviço de rede; a empresa pode inovar e criar serviços voltados para o cliente rapidamente, ao mesmo tempo em que mitiga seu risco e reduz os custos operacionais.

Construir uma Rede Escalável e Service-Aware
Agilidade é essencial para capturar a próxima onda de crescimento nos serviços financeiros.  Em empresas que podem atender milhões de clientes, a diferença entre lucros ou prejuízos pode ser calculada em uma parcela de segundo. Para agilizar a oferta e a operação de serviços e produtos que gerem receitas, as empresas precisam de uma rede escalável e service-aware alimentando seus data centers e serviços de rede.

Uma rede service-aware, com serviços de TI flexíveis e disponíveis instantaneamente, é o fundamento para a agilidade nos negócios. A TI pode usar nuvens privadas, públicas ou híbridas, conforme sua necessidade. As mudanças na rede são automatizadas por meio de software, não via trabalho manual da equipe de TI. Trata-se, simplesmente, de flexibilidade sob demanda.

Uma nova rede começa com uma arquitetura simples, aberta e inteligente. Com uma arquitetura simplificada e gerenciada, a rede necessita de poucos dispositivos e camadas e pode responder às necessidades rápida, segura e detalhadamente. Uma arquitetura aberta provê maior flexibilidade à TI para entregar novas aplicações e serviços de acordo com a evolução do negócio. E é mais barata para adquirir e operar do que uma rede proprietária.

A virtualização da rede é crítica para inovar a entrega de serviços. Redes definidas por software (SDN) e funções de virtualização de redes (NFV) reorganizam a rede em múltiplas camadas – uma infraestrutura baseada em IP com redes virtuais sobrepostas no topo. A virtualização da rede facilita a gestão de recursos, a orquestração e a habilitação de serviços. As empresas podem facilmente implantar recursos de rede para se adaptar às mudanças de cargas de trabalho, bem como adotar modelos de TI compartilhada como serviços em nuvem e plataformas.

A escolha da topologia de rede é outro fator de suma importância para implementar novas aplicações e serviços de forma simples e menores gastos, seja usando uma arquitetura IP Clos nos data centers muito grandes; uma arquitetura spine-and-leaf (tronco e folhas) para alta performance e baixa latência em redes médias e grandes data centers ou um painel de controle único em data centers menores. Isso dá à TI a capacidade de ampliar seus data centers na medida em que novas exigências se apresentem e que o negócio evolua. E para a máxima proteção dos investimentos realizados, os switches do data center devem suportar múltiplas arquiteturas e diferentes cenários de implementação.

As empresas necessitam tomar decisões com urgência e isso significa apostar em redes rápidas – 40 Gbps, 100 Gbps e mais. Mas isso é o básico. Para aplicações em tempo real, nas quais é indispensável uma baixíssima latência, as empresas podem se aproveitar de switches que integram poderosos recursos computacionais e lógica customizável diretamente na infraestrutura da arquitetura de switching.

Agilizar as operações com DevOps, Automação e Orquestração
Empresas de alto nível caminham para DevOps, automação da rede e orquestração de serviços para agilizar operações e entregar serviços de TI de forma dinâmica e mais efetiva em termos de custo.

O uso de DevOps permite às empresas se mover com rapidez e ousadia para entregar, de forma confiável, serviços a milhões e até bilhões de usuários. DevOps muda a relação entre o desenvolvimento de software e equipes de operações de TI, transformando-a numa parceria colaborativa que quebra silos tradicionais. Melhorias contínuas em tempo real estão se tornando a norma, em vez de projetos de TI autônomos e desenvolvidos a longo prazo. DevOps já foi um território exclusivo de empresas de Internet, mas é cada vez mais adotado por empresas de serviços financeiros.

Ao adotar práticas operacionais mais ágeis e acelerar os ciclos de entrega de software, as empresas podem implantar novos códigos com maior frequência mas com menor risco. Podem resolver os problemas mais rapidamente, sem interromper sua atividade comercial, o que permite o lançamento de novos produtos digitais e repostas mais rápidas às oportunidades de mercado.

A automação torna possível alinhar, de forma dinâmica, os recursos do data center com as necessidades de negócios e de aplicativos.

A automação retira a interação humana do fluxo de trabalho e amplia a possibilidade de reaproveitar tarefas, eliminando erros manuais e interrupções. A equipe de TI é liberada de tarefas de rede repetitivas e óbvias e pode concentrar o seu trabalho em projetos que proporcionem maior valor de negócio.

A automação requer uma mudança na mentalidade tradicional de TI. Em vez de pensar em racks, pilhas, linhas de comando para configurar ou reconfigurar dispositivos de rede, o provisionamento com zero toque (zero touch provisioning, ZTP) torna-se a norma. Um bom ponto de partida é automatizar tarefas comuns de suporte e configurações. Esta também é uma boa oportunidade para otimizar e padronizar processos e criar uma nova estrutura para melhor servir a TI e os negócios da empresa na era digital. A TI pode adotar ferramentas comuns de open-source para as tarefas de scripting e automação.

Conforme são bem sucedidas em seus processos de automação, as empresas progridem para a orquestração de serviços. A orquestração baseia-se na automação mas abrange vários fluxos de trabalho. Fluxos empresariais inteiros podem ser orquestrados de ponta a ponta, aumentando eficiência e gerando maior valor.

Com a agilidade e eficiência criadas pela automação e orquestração, as empresas podem oferecer mais rapidamente ao mercado, por meio da entrega automática de serviços, novas oportunidades de geração de receita, garantias de prestação de serviços e novos processos de gerenciamento da capacidade da rede. O resultado é uma melhor experiência do usuário, além de benefícios como a maior satisfação do cliente e maior produtividade dos funcionários.

Usar Análise de Rede para Ampliar Sua Visibilidade
A análise da rede ao modo de big data analytics é essencial para data centers virtualizados. Esta análise proporciona uma visão sobre o desempenho da rede para garantir qualidade do serviço, monitoramento de serviços, solução de problemas, plano para alterações da capacidade e bilhetagem e cobrança dos clientes e unidades de negócios.

Mas as aplicações e cargas de trabalho estão se movendo de forma dinâmica entre os servidores no mesmo data center ou até mesmo entre data centers. Como mudam de lugar, a rede subjacente é reconfigurada de imediato; a topologia da rede não é estática.

Em uma rede de camadas, os switches, roteadores e outros dispositivos físicos não podem mais ser os pontos de ancoragem para recolher métricas de rede e observar os fluxos de tráfego, sob pena de a TI não ter uma visibilidade dos sistemas e redes virtuais.

O que está mudando é a maneira de a TI ter esta visão sobre toda a rede. As métricas de desempenho devem seguir as cargas de trabalho onde quer que vão e se manterem atualizadas em relação a quaisquer mudanças no ambiente. Isso significa que a camada de overlay da rede deve ser correlacionada com todos os  eventos e dados de desempenho da camada de infraestrutura (underlay), computação, aplicativos e armazenamento. Ao agregar e analisar esses dados, é possível criar uma imagem completa da rede. Analytics são essenciais para monitorar o status operacional, o desempenho e a resolução de problemas, bem como ter uma visão sobre o comportamento dos clientes e de possibilidades de otimização do fluxo de trabalho.

Com a coordenação da coleta de dados, de análises de correlação, visualização fim a fim, a TI pode entender como as cargas de trabalho e aplicativos se comportam em infraestruturas físicas e virtuais. Pode identificar hotspots de desempenho e controlar microbursts e detalhes de latência a fim de ampliar a confiabilidade da rede nas aplicações de missão crítica.

O resultado final da análise de rede é uma visão operacional, em tempo real, que pode ser utilizada para otimizar o negócio.

Gerenciar Segurança e Risco
Atenuar os riscos é tão imperativo quanto a agilidade na prestação de serviços. O setor de serviços financeiros está sob um ataque sem precedentes de ciber criminosos que desejam roubar dados confidenciais e cometer fraudes. Uma violação de dados pode gerar impactos não apenas em uma empresa mas em todo o mercado financeiro. Ao mesmo tempo, as empresas de serviços financeiros são mais reguladas do que jamais foram. Assim, enfrentam o desafio de implementação da regulação e de seu cumprimento e também a necessidade de criar uma cultura de equilíbrio entre os fatores de risco e as oportunidades de crescimento.

As empresas devem continuar a reforçar a defesa e a proteção de seus dados sensíveis, suas marcas e resultados – no limite, sua sobrevivência. As empresas financeiras estão adotando tecnologias preditivas e reforçando a capacidade de defesa de sua infraestrutura crítica. As empresas devem ter segurança avançada, em múltiplas camadas, para seus ambientes físicos e virtuais, e ser capazes de garantir que, mesmo com o movimento de cargas de rede e de usuários, suas práticas de segurança e proteção sejam aplicadas. Com maior conhecimento e controle sobre a rede, ataques podem ser interrompidos antes de gerar danos permanentes.

Um Parceiro Robusto Para Sua Mudança Digital
A Juniper Networks trabalha com as principais empresas de todo o mundo para aumentar a agilidade de suas redes na prestação de serviços.

Com redes simples, abertas e inteligentes, as empresas de serviços financeiros podem oferecer serviços inovadores ao mercado com mais rapidez e com menos custos. Podem aproveitar a competência, a experiência e o ecossistema de parceiros da Juniper para construir redes ágeis, service-aware. A Juniper é líder em alta performance, em roteamento altamente confiável, em switching e segurança, com soluções implantadas em algumas das mais complexas redes do mundo todo bancário, mercados de capitais, e seguradoras. Um ecossistema imenso de soluções, serviços, entregas e parceiros de consultoria pode fornecer às empresas com uma oferta completa para tornar possível a inovação.

Conclusão
A rede service-aware fornece as empresas de serviços financeiros uma infraestrutura ágil para identificar novas oportunidades de mercado, atrair e reter clientes com serviços diferenciados e responder a uma ampla gama de desafios de competição nesta indústria. A adoção de novas tecnologias e processos, como uma rede service-aware e DevOps, pode ajudar as empresas melhorar o desempenho, reduzir custos e construir uma fundação que irá permanecer flexível e ágil no futuro.

* Tony Evans é vice-presidente e diretor da área de Global Financial Services da Juniper Networks
 

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